Indústria é um processo de transformação mecanizado ou semi-mecanizada dos recursos naturais e subprodutos em produtos acabados” em benefício social da civilização cultural, económica e em benefício da civilização humana. Geografia da indústria é o estudo da paisagem industrial. Esse cenário serve de contexto para estudos de localização industrial. A geografia industrial não é simplesmente a soma da localização individual; é a consequência de processos históricos que transcendem a capacidade (e frequentemente a percepção) de qualquer empresa individual.
2- Tarefas sociais da Geografia da Industria:
Inovar as suas técnicas e tecnologias e responder os desafios sociais, económicos, culturais, políticos e acima de todos os desafios ambientais para responder aos desafios da pois modernização.
3- Pioneirismo da Inglaterra na Revolução Industrial na visão de Hobsbown
Pela aplicação de uma política económica liberal desde meados do século XVIII. Antes da liberalização económica, as actividades industriais e comerciais estavam cartelizadas pelo rígido sistema de guildas (associação de auxílio mútuo constituída na Idade Média entre as corporações de operários, artesãos, negociantes ou artistas), razão pela qual a entrada de novos competidores e a inovação tecnológica eram muito limitados. Com a liberalização da indústria e do comércio ocorreu um enorme progresso tecnológico e um grande aumento da produtividade em um curto espaço de tempo.
O processo de enriquecimento britânico adquiriu maior impulso após a Revolução Inglesa, que forneceu ao seu capitalismo a estabilidade que faltava para expandir os investimentos e ampliar os lucros.
A Grã-Bretanha firmou vários acordos comerciais vantajosos com outros países. Um desses acordos foi o Tratado de Methuen, celebrado com a decadência da monarquia absoluta portuguesa, em 1703, por meio do qual conseguiu taxas preferenciais para os seus produtos no mercado português.
A Grã-Bretanha possuía grandes reservas de ferro e de carvão mineral em seu subsolo, principais matérias-primas utilizadas neste período. Dispunham de mão-de-obra em abundância desde a Lei dos Cercamentos de Terras, que provocou o êxodo rural. Os trabalhadores dirigiram-se para os centros urbanos em busca de trabalho nas manufacturas.
A burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas, adquirir matérias-primas e máquinas e contratar empregados.
Para ilustrar a relativa abundância do capital que existia na Inglaterra, pode constatar-se que a taxa de juros no final do século XVIII era de cerca de 5% ao ano; já na China, onde praticamente não existia progresso económico, a taxa de juros era de cerca de 30% ao ano.
4- Papel da actividade industrial na economia mundial
A nível mundial a actividade industrial gera oportunidades de emprego, oferece oportunidades educacionais, incentiva o avanço e a inovação e utiliza melhor os recursos. Todos esses benefícios e muito mais tornam o desenvolvimento industrial extremamente valioso para a população e a economia local.
Referencias:
ABLAM Benjamin Akoutou, RIKE Sohn, MATTHIAS Vogl E DANIEL Yeboah. Compreender a integração regional na África Ocidental – Uma análise multitemática e comparativa, Instituto de África Ocidental (IAO), Cidade de Praia, 2014.
DIALLO Mamadou Alpha. A integração regional na áfrica ocidental (1960-2015): balanço e perspectiva, Revista Brasileira de Estudos Africanos, 2016.
RICARDO Luigi e CHARLES Pennaforte. A Integração Global do Continente Africano, Chapter, · January, 2010.
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