Consequências sociais, económicas, políticas e cultural do comércio de escravos em África

Origem do comércio de escravos em África

Segundo SOUZA (1998, p.35), Antes da chegada dos europeus, os árabes já praticavam o comércio negreiro, transportando escravos para a Arábia e para os mercados do Mediterrâneo Oriental. As guerras tribais africanas, por sua vez, favoreciam esse tipo de comércio, visto que a tribo derrotada era vendida aos mercadores. Os homens para os trabalhos pesados, as mulheres para concubinas ou trabalhos domésticos.

Os camponeses escravos trabalhavam nas terras do imperador e das grandes famílias nobres. A maioria pertencia a tribos subjugadas no início da expansão imperial, que, por tradição, continuavam presas a essa condição. Outra forma de escravização consistia em uma prática antiga entre os africanos: os vencedores de uma guerra tinham o direito de levar parte dos derrotados para trabalhar em sua terra.

Contudo, o escravo levava uma vida parecida com a dos homens livres: trabalhava lado a lado com eles, mantinha suas tradições e, muitas vezes, alcançava a liberdade ao lutar junto dos guerreiros da tribo. Com a expansão dos impérios e o domínio de outras tribos inimigas, o número de escravos tendeu a aumentar, mas nunca se equiparou ao de camponeses livres. 

A maioria desses escravos permanecia nas cidades, executando tarefas domésticas nas casas dos nobres ou grandes comerciantes. Estes escravos em geral, eram destinados aos trabalhos na agricultura ou nas minas. Assim, o dono dos escravos podia usá-los para abrir uma clareira na mata e ali estabelecer famílias que lhe seriam submissas. Com isso, esse proletário aumentava seu prestígio e obtinha mais homens para guerrear e conquistar novos territórios. Os escravos geralmente viviam junto ou próximo à família do proprietário. Seus filhos não podiam ser vendidos e, às vezes, tornavam-se parte da família.

Causas do comércio de escravos

Segundo SOUZA (1998, p.36), o comércio de escravos foi causado pelo desenvolvimento do mercantilismo o que viria transformar o escravo em objecto. Dele se exigia uma intensa produção para exportação, a fim de satisfazer as necessidades capitalistas de acumular lucro. Ou seja foi causado pelo crescimento da procura de mão-de-obra, motivada pela instalação de colónias agrícolas na América, para alimentar as indústrias na metrópole.

De acordo com DAVIDSON (1978, p.109), concorda com o autor anterior ao argumentar que, o comércio de escravo foi motivado pelo  desenvolvimento económico que pudesse ter utilizado mão-de-obra escrava  nas minas e plantações das caraibas, ihas francesas e do continente americano.

Na optica de NEWITT (1997, p.225), até meados do século XVIII, as relações de produção era aquelas relacionadas com o comércio característico da região centro-africana. Com a revolução industrial ocorrida na Europa  provocou mudanças mais profundas na económia mundial que qualquer outro desenvolvimento ocorrido desde o neolítico,  o autor frisa que, a revolução industrial acabou por se fazer sentir como uma série de ondas de choque por ela causada, sendo um momento oportuno  por parte dos europeus na procura da mão-de-obra escrava.

Métodos e meios de acção na captura dos escravos

Segundo KI-ZERBO (1999, p.269), para capturar um escravo era preciso métodos e acção, para tanto, antes de capturá-los era necessário em primeiro lugar fazer as campanhas que eram incumbidos aos comerciantes europeus e aos chefes locais ou guerra e ataques nocturnos às aldeias, em seguida iam para os locais de venda onde eram vendidos aos comerciantes portugueses e depois encaminhados para além mar.

Lugar de partida de escravos

De acordo com KI-ZERBO (1999, p.272), o ferro, e a aguardente representavam, a parte mais importante para o comércio em África, uma vez que haja ferro e aguardente tem se certeza de conseguir por toda parte o ouro cativo. Em qualquer operação é absolutamente preciosa tomar em conta das negociações aquele que tem mais lucro. Os pretos e as pretas, os mulatos e as mulatas trazem contos prodigiosos de quatro ou cinco fiadas de missangas.

De um lado, barra de ferro, brinco, vinhos, tecidos e roupas que não passava de roupa mais velhas eram transferidos de além-mar para a costa oriental. Era sob comando dos chefes locais, que eram dados espingarda, que depois levavam os escravos e amaravam a espera para embarcar. O mesmo autor avança que, os melhores cativos eram chamados peças de Índia. Eram pretos de quinze a vinte e cincos anos, sem defeito, com todos dentes e todos dedos, sem membranas nos olhos, de boa saúde, tinha que ser um homem pacífico e robusto.

Para além dos jovens, adultos e velhos, as crianças também entravam nesta contenda de escravos eram capturados no interior da costa ou simplesmente no interland, depois encaminhados para a costa para entrar em barracões.

Para KI-ZERBO (1999, p.275), quem tentasse resistir a captura era morto, e antes de partida os escravos eram submetidos aos exames desde os dentes até aos órgãos genitais, tinham que rapar cabelo e depois disso, eram obrigados a ser marcados com ferro ao rubro no peito, nas nádegas ou nos seios com as iniciais do proprietário, era marca indelével, e depois era obrigados a entrar nos navios sem roupa, amarados e baixando a cabeça, em más condições, e ao longo da viagem outros eram lançados no mar e outros morriam asfixiados.

Lugar de chegada de escravos

Segundo GENTIL (1999, p.46), os escravos eram levados para trabalhar nas ilhas do Oceano Índico, no Brasil. nas plantações de cana-de-açúcar e cacau.

De acordo com KI-ZERBO (1999, p.276), no destino (América do norte, Brasil e Cuba), os doentes não eram vendidos, e antes de serem vendidos, os escravos eram engordados e as vezes drogados, a fim de serem apresentados em plena forma mesmo se o volume dos músculos e os brilhos dos olhos era artificial e passageiro e fazia se de novo os exames de mãos, dentes, sexos e olhos.

Consequencias socio-económicas

 Segundo KI-ZERBO (2009, p.280-81), devido a desnsidade demografica muito forte nas faixas do litoral mais favorecida do ponto de vista climatico, algumas regiões beneficiaram-se das novas culturas trazidas da América (Milho, mandioca, tabaco), a introdução destas culturas devem ter compensado as perdas sofridas pelo trafico de escravo. O tráfico de escravos efectuou uma separação, levando o que havia de melhor na população, os indivíduos mais vigorosos, os mais jovens, os mais sãos. Tratando-se de populações essencialmente agrícolas, a produção e a acumulação de bens alimentares mergulharam num caos generalizado, que destruiu o processo produtivo.

De acordo com OGOT (2010, p.122), devido a transferência populacional para as Américas, impediram durante três séculos, o impulso na produção de bens africanos, tanto ao nível do comercio interno quanto no tocante as exportações dando assim origem as estruturas de dependências.

Na perspectiva de NEWITT (1997, p.234), o comércio do escravo levou ao aparecimento de grande assentamento de sociedades militarizadas e de uma organização politica em grande escala sobretudo entre os povos onde a figura da matriarca se empunham, os quais se encontravam estalados no norte do Zambeze.

Na visão de FAGE (2010, p.286), as comunicações eram insignificantes, a moeda escassa e onde começava a emergir uma comunidade comerciante e indígenas um dos melhores meios para acumular um excedente de produção e de atrair os comerciantes estrangeiros consistiam em cobrar o tributo aos povos vizinhos.

Ao avaliar o mesmo autor avança:

:Em parte alguma foi mais evidente a transformação social resultante do aumento do comércio do que na região que se estendia desde o delta do Níger até ao rio Cross. Aí as aldeias iniciais dos pescadores junto da foz dos rios que acesso ao interior, cresceram em tamanho e riquezas até se tornarem cidades-estado controlados por oligarquia compostas pelos comerciantes principais. A explicação do crescimento desses estados assim como da riqueza e poder individual reside na aquisição de enormes quantidades de escravos que eram necessários para equipar as canoas comercias e para preencher o número crescente de outras funções comerciais, politicas, militares e produtivas. Por ultimo a estrutura do parentesco da sociedade foi substituída em muitos aspectos por um sistema de tutela ou casas onde grandes grupos de pessoas de várias origens tanto livrem como escravos estavam ligados por interesse económico e cujos chefes competiam entre eles pelos cargos importantes do estado”. (p.291)

Do exposto acima conclui-se que, o crescimento desses estados e da sua própria riqueza assim como pode individual deveu a grandes números de escravos que eram precisos para ocuparem o numero de progressão de funções comerciais, politicas e da própria produção, apesar de a comunidade ser substituída pelos novos aspectos de tutela, no que tange as casas onde vários grupos se sentiam livres e estavam de perto da economia e os seus respectivos chefes competiam porque todos eles queriam ocupar cargo no estado.

Na óptica de OGOT (2010, p.48), Assim, implantando-se solidamente na rede económica, os navegantes europeus quebraram o curso normal das trocas interafricanas e estabeleceram seu próprio monopólio de intermediários, operando nas feitorias. Não houve mais comércio propriamente africano entre Saint-Louis e Portendick, Grand Lahou e Elmina, Angola e Congo ou Sofala e Kilwa. Os pombeiros, os lançados e os tangomãos (intermediários) atribuíram -se o monopólio do comércio. A maior parte das trocas dependia dos monopólios português, espanhol, holandês e francês. Os intermediários portugueses, que moravam nas feitorias ou nas proximidades, operavam em mercados e feiras que defendiam pela força. A economia africana sofreu principalmente a concorrência do comércio e das indústrias europeias.

A partir do século XVI, houve uma conjugacao de estruturas socio-económicos de diferentes origens. A isso se sucedeu a aparição de uma nova ordem social, ou seja, de um governo do tipo autoritário ou aparentado ao emirado, no qual estruturas feudais eram entrepostas ao lamana africano. No golfo da guine na África central e oriental, onde os chefes cristãos apareceram dentre os Manicongo e os Mwenemutapa, a influencia da monarquia feudal crista ficou cada vez mais evidente. A partir do século XVIII, os comerciantes europeus arruinaram as indústrias e artesanatos locais da costa, pela destruição das redes tradicionais. Ao monopolizarem os portos, paralisaram a relação entre a costa e o interior. Assim, os Estados europeus que anexaram as áreas costeiras delimitaram suas áreas de influência (portuguesa, holandesa, francesa e inglesa) antes mesmo da conquista colonial. (OGOT, 2010, p.49).

Consequências demográficas

Segundo KI-ZERBO (2009, p.281), Muitos povos de África ocupam os seus territórios por causa das deslocações provocadas pelo tráfico de escravos. A procura dum refúgio seguro e a instabilidade verificada entre as populações causou diversos movimentos migratórios a uma escala variável com o tempo e o lugar. Foi, além disso, a maior migração forçada intercontinental de sempre, alguns deles foram obrigados a refugiar-se em grutas ou em cabanas sobre estacas, como no Lago Niassa onde a mortalidade infantil deve ter-se agravado: crianças de peito separadas da mãe ou chacinadas. Chegados a feitoria os cativos eram escolhidos com muito cuidado pelos negreiros.

De acordo com OGOT (2010, p.123), consistiu a primeira perda imposta por tal migração forçada, o crescimento demográfico em curso interrompeu-se e vastas áreas do continente perderam os seus habitantes, porque o tráfico privou as populações dos seus membros mais vigorosos, dinâmicos e paralisou o desenvolvimento da actividade produtiva.

“Os europeus procuravam escravos saudáveis e força da juventude que se pensava estar compreendida entre os 12 a 35 anos de idades para os homens e, entre os 12 a 25 anos de idades para as mulheres. É também obvio que a exportação dos escravos não foi uniformemente praticada em toda extensão da costa, aponto de certas zonas da África Ocidental terem sido uma dos seriamente afectados do que pode sugerir os números globais”. (FAGE, 2010, p.280)

Na óptica do grupo, é pouco provável que a perda directa da população devido o tráfico negreiro durante o século XVIII tivesse como efeito mais do que suster o crescimento demográfico, apesar, de em outros períodos os seus efeitos devem ter sido relativamente menores. A população africana que ficava nesse momento era a de crianças dos 0-11 anos e mais adiante, população esta que por se só não produzia nem o que produzir para o seu sustento diário, e a perda directa de população devido ao tráfico negreiro durante o período da escravatura na África Ocidental, isto é, (a mortalidade entre o momento da captura e o da chegada ao término da viajem, os falecimentos devidos a combates e a fome durante as capturas).

Consequências Politicas

Segundo NEWITT (1997, p.254), o comércio do escravo levou ao aparecimento de senhores das guerras afro-portugueses e islâmicos cujos exércitos privados equipados com armas de fogo compradas com os lucros na actividade negreira, se viram em condições de dominarem as muito fragmentadas e quase chefes makwa.

As comunidades africanas antes do tráfico de escravos conviviam pacificamente, e com o mesmo instalou-se a guerra entre as tribos e a violência no interior das próprias tribos, onde os chefes do litoral passaram a ver os seus súbditos como uma mercadoria e a guerrearem-se uns aos outros para venderem os seus compatriotas. Os povos africanos eram impotentes perante as armas de fogo dos negreiros europeus, contudo as revoltas eram frequentes, mas selvaticamente reprimidas.

Na óptica de FAGE (2010, p.292), noutros pontos da costa, os feitos de incremento de tráfico e dos contactos com alguns dos aspectos mais agressivos e individualistas da sociedade europeia consistiram sobretudo na dissolução dos laços que mantinham unidas as comunidades africanas e a criação de novas e perigosas extensões entre os novos homens e as autoridades tradicionais. Este processo foi exacerbado pela competição e rivalidades entre vários grupos de comerciantes europeus e seus aliados africanos (chefes tradicionais).

Na perspectiva de OGOT (2010, p.52), O poder político passou cada vez mais das mãos dos chefes de clãs e de comunidade étnica e dos laman (chefes de território) às das aristocracias políticas da mansaya, da nobreza fundiária da neftenia, dos beilhiques e sultanatos magrebinos, dos emirados sudaneses ou mesmo dos mani (reis bantos cristianizados) cercados, à moda europeia, de príncipes, condes e camareiros. A partir do século XVI, a vida política concentrou -se cada vez mais nas áreas costeiras, nos portos que serviam de base aos corsários e nas feitorias. Os alcaides mediterrâneos tinham como equivalentes os alkaati, os alkaali ou simplesmente alcaides de Gorée, de Portugal, de São Salvador, de Sofala e de Kilwa.

Novos Estados apareceram: eram os mais bem armados, tal como o Kanem-Bornu, ou aqueles com mais saídas marítimas, como o Cayor na Senegâmbia, o Daomé no golfo da Guiné, a Angola na África Central e o reino dos Changamira na parte sul do Zambeze. Porém a natureza do Estado africano foi modificada. Vastas regiões ficaram sem soberanos nem chefes, que eram até então habitadas por agricultores, caçadores ou pastores nómadas, foram conquistadas e transformadas em Estados dotados de estruturas centralizadas. (OGOT, 2010, p.50).

Consequências Culturais e Ideológicas

Segundo OGOT (2010, p.29), as construções nas regiões em que as instituições Islâmicas foram introduzidas, como entre os songhai, os haussas e nas cidades da África Oriental, foram frequentemente confundidos, porque com a criação de estados Islâmicos ou de emirados que ocuparam progressivamente todo Sudão ocidental graças as Jihad. Outros ainda defendem que a África tinha lucrado mais do que perdido, porque, o tráfico de escravo permitiu-lhes introduzir no continente a cultura de produtos Ameríndios tais como: café, cana-de-açúcar e algodão.

O mesmo autor avança que:

“O cristianismo e o islã tornaram-se forças políticas em regiões onde eram até então desconhecidos. A questão religiosa tornou-se crucial para civilizações que, em razão de sua visão de mundo, tinham até esse momento ignorado esse tipo de conflito. Todo o terreno conquistado pelo cristianismo nas áreas costeiras da África oriental no decorrer desse período foi perdido com o assassinato do padre Gonçalo da Silveira, padre português responsável por submeter, com muito esforço, o mwene mutapa Nogoma à influência cristã e portuguesa, em 1560. O islã, em contrapartida, progredia na Etiópia com as conquistas de Ahmad Grañ (1531 -1535) e a dos mai, do Borno, bem como a conquista dos askiya, do Songhai, no Saara e no Sudão ocidental.(p. 28).:

Perante estes dizeres pode-se concluir que, a cultura africana sofreu algumas mudanças com o tráfico negreiro ou escravo, isto é, invés de os africanos continuarem com a sua antiga caligrafia isto no que diz respeito a parte de construção herdaram a caligrafia islâmica. E na ao invés de continuarem a venerar os seus antepassados, alguns africanos foram baptizados [...] como aconteceu no estado de Mwenemutapa, e o tráfico negreiro na Madeira, nas ilhas de Cabo -Verde e, mais particularmente, na ilha de São Tomé originou -se, primeiro, em razão da introdução da cultura da cana-de-açúcar e do algodão.

Na perspectiva de OGOT (2010, p.32), no Sahel e no Saara mauritânio, as famílias religiosas e os djuad (chefes guerreiros) submeteram confederações de pequenas comunidades, transformando-as em feudos sob pretexto de fraternidade religiosa ou exercendo seu direito de conquista. No sul da região de Oran, os Awlãd Sidi Shaykh impuseram um tributo aos nômades chaamba, que lhes prestaram um juramento de fidelidade. Os guerreiros hassan impuseram as mesmas obrigações de fidelidade (worma) às famílias haratin e de marabutos, ao norte do rio Senegal, e fizeram prevalecer o muud al -hurum sobre os Fulbe.

Bibliografia

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FAGE, John Donnely. História de África. Lisboa, Edição, 2013

GENTIL, Ana Maria. O leão e o Caçador: Uma História da África Subsaariana. Maputo, 1999, 426p.

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MEDEIROS, da Conceição Eduardo. História de Cabo Delgado e Niassa (1836 – 1929). Edição, Maputo, 1997, 252p.

NEWITTI, Malyn. História de Moçambique. Edição, Publicações Europa – América, 1997, 477p.

OGOT, Bettwell Allan. Historia Geral de África: África do século XVI-XVIII, Vol, Brasil, UNESCO, 2010. 1208 p.

SOUTO, Amélia de Neves. Guia Bibliográfico para Estudante de História de Moçambique. (200/300-1930), Maputo, 1996, 347p.

SOUZA, Telma Miriam et.all. História de África. 1ª Edição, Ática Editora, São Paulo, 1998, 90p.

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