O Magreb é uma área da África Setentrional (África Branca), que corresponde à região ocidental do norte do continente africano. Fazem parte do Magrebe os seguintes países: Marrocos, Tunísia, Argélia e Mauritânia.
Descolonização da Argélia
Formas de independência
Durante sua estada no controlo da Argélia, os franceses cooptavam as elites locais oferecendo importantes cargos de chefia e abrindo a porta de suas instituições de ensino aos filhos dessa elite. Com o passar do tempo, essa elite educada sob os moldes europeus organizou um discurso político contrário à presença francesa em território argelino. Foi daí que o processo de independência conquistava seus primeiros passos.
Resistindo ao fortalecimento desse movimento autonomista, a França resolveu conceder, em 1947, a extensão da cidadania francesa a todos os argelinos e permitir que muçulmanos também ocupassem cargos públicos. Apesar da acção, esse mesmo ano foi marcado pela fundação da Frente de Libertação Nacional (FLN), que alimentava a realização de uma luta pela independência do povo argelino.
Entre os anos de 1954 e 1955, o movimento de independência acabou alimentando diversas situações de conflito armado que aproveitavam da derrota francesa na guerra do Vietnam e o apoio da opinião internacional. Inicialmente, o governo francês tentou resistir à situação realizando prisões arbitrárias, torturas e acções de natureza terrorista. Contudo, mediante a resistência, o presidente Charles de Gaulle aceitou a independência argelina ao assinar um termo que reconhecia a soberania política da Argélia, em 1962.
Desafios encontrados
Em 1958, De Gaulle visitou a França e percebeu que não havia muito que fazer e concede a autodeterminação do povo argelino. No mesmo ano, é fundada provisoriamente a república da Argélia, mas os combates continuam.
Vários colonos franceses sentem-se traídos pelo general e fundam a OAS (Organização do Exército Secreto) que impôs uma política terrorista com orientação de extrema-direita com atentados na França e na Argélia. Em 1961, este grupo e alguns generais franceses tentam um golpe na Argélia contra a França. A acção fracassa, mas revela a necessidade de encontrar uma solução rápida para a contenda.
Sem apoio da população na França e sem conseguir uma vitória no campo de batalha, De Gaulle foi autorizado por um referendo popular a negociar a paz com o governo provisório republicano da Argélia.
A descolonização de Marrocos
Formas de independência
No Marrocos houve uma manifestação pacífica com cerca de 350 mil pessoas que eram contrárias a qualquer dominação sobre o Saara Ocidental. Em 28 de Novembro de 1975, apoiado pelas pressões populares, o Marrocos, a Mauritânia e a Espanha assinam um acordo tripartite.
Desafios encontrados
A questão de ser colonizado por duas potências. Quando o Marrocos alcançou sua independência e recuperou sua soberania, o processo de descolonização com a França e a Espanha seguiria caminhos diferentes. Da França, o Marrocos recuperou todos os territórios que estavam sob o protectorado em 1956. No entanto, com a Espanha, o processo foi diferente, porque os territórios sob seu protectorado estavam espalhados por todo o Marrocos.
A recuperação desses territórios foi alcançada gradualmente: o Norte voltou a juntar-se em 1956, Tânger em Abril de 1956, Tan Tan e Tarfaya em 1958, Sidi Ifni em 1969. Finalmente, o Saara foi recuperado como consequência da Marcha Verde em 1975, que criou uma relação simbiótica entre o trono alauita, as populações saharauis e todo o povo marroquino. No entanto, embora a descolonização no Marrocos fosse longa e difícil, o processo sempre foi pacífico e seguiu o caminho do diálogo cordial e das negociações com a vizinha Espanha. Quando todos os obstáculos territoriais impostos pelo Tratado de Protectorado terminaram, o processo de descolonização no Saara Ocidental terminou.
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