A Itália veio a ser o último país da europa a chegar ao continente africano e também o primeiro a se retirar. As únicas colónias italianas na África foram a Líbia, Eritreia e parte da Somália. A Líbia tornou-se independente em 1951 e a Somália Italiana em 1960. No mesmo dia, a antiga Somália Italiana uniu-se à Somália Britânica para dar origem ao que é hoje a República de Somália.
O caso da Líbia
Formas de independência
Até 1911, a Líbia fazia parte do Império Otomano. A Líbia tornouse colónia italiana em 1916 mas, a administração e o emprego de quadros funcionais foram seriamente limitados até 1931, em razão das diferentes resistências. As três potências ocidentais possuíam doravante interesses na Líbia e não desejavam em hipótese alguma abandonar o país. Portanto, não é digno de espanto que os interesses ocidentais tenham tão prontamente entrado em conflito tanto com os anseios do povo líbio quanto com a política dos países árabes, asiáticos e socialistas. Os britânicos tomaram a iniciativa com o plano BevinSforza o qual previa uma tutela britânica na Cirenaica, uma tutela italiana na Tripolitânia (onde vivia a maioria dos colonos italianos) e uma tutela francesa no Fezzan. Contra esta iniciativa de dividir o país em três partes, a URSS preconizou uma tutela colectiva coordenada pela ONU.
O povo líbio manifestou sua oposição ao plano BevinSforza em colossais manifestações: em Trípoli, mais de 40.000 líbios foram às ruas. A Assembleia Geral das Nações Unidas rejeitou o plano em Maio de 1949. Em Novembro do mesmo ano, a URSS propôs conceder imediatamente a independência à Líbia, proceder à retirada das tropas estrangeiras em prazo de três meses e fechar as bases militares estrangeiras. Esta proposta não foi aceita mas, a ONU votou posteriormente um texto prevendo que toda a Líbia constituir-se-ia em um Estado independente e soberano no mais tardar em 1º de Janeiro de 1952.
Sob a pressão dos britânicos e em conformidade aos propósitos de All Idris, a Líbia tornou‑se uma federação composta de três províncias − Tripolitânia, Cirenaica e Fezzan, caracterizada por uma grande autonomia provincial correlata a um governo central assaz enfraquecido. A independência do Reino da Líbia foi proclamada em 29 de Dezembro de 1951. A Líbia chegou à independência carregando uma pesada herança colonial, o fardo de muita destruição causada pela guerra e o ónus da presença de tropas estrangeiras.
Desafios encontrados
Durante a Segunda Guerra Mundial, o território líbio foi cenário de combates decisivos. Entre 1940 e 1943, houve a campanha da Líbia entre o Afrikakorps do general alemão Rommel e as tropas inglesas. No meio deste descalabro, graças ao voluntarismo de forças senússitas, que lutaram ao lado dos Aliados, nomeadamente ao lado dos Ingleses, a Líbia encontrou apoio suficiente para contrariar a pretensão da Itália de permanecer no país. Findas as hostilidades, com o encerramento da Campanha da Líbia, o Reino Unido encarregou-se do governo da Cirenaica e da Tripolitânia, e a França passou a administrar Fezã.
Os EUA também mostraram interesse por esta região rica em recursos minerais principalmente do petróleo. Essas nações mantiveram a Líbia sobre forte governo militar até que a Assembleia Geral das Nações Unidas votou uma resolução onde se podia ler que a Líbia deveria tornar-se um reino independente até 1 de Janeiro de 1952.
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