Mercantismo é uma doutrina politica economica metalista, ou bulionista, que considera a acumulacao de moedas, ou seja, de metais preciosos-ouro e a prata, como sinonimos da riqueza de um estado.
Contexto histórico do mercantilismo
A expansão marítima e comercial se intensificou no século XVI, em consequência principalmente da descoberta e exploração económica da América.
A transferência de uma grande quantia de metais preciosos da América para a Europa provocou a de metais preciosos da América A transferência de uma grande quantidade de metais preciosos da América para a Europa provocou a chamada “Revolução dos Preços”, ou seja, um processo inflacionário que beneficiou a burguesia, pois os salários não acompanhavam a alta dos preços.
Em 1531 surgiu a primeira bolsa de valores, em Antuérpia, nos Países Baixos. O capitalismo comercial, ou Revolução Comercial, consolidou-se assumindo um carácter universal. Foi uma etapa fundamental entre o feudalismo e a futura industrialização.
Após o fim da idade média, teve inicio a idade moderna. E com ela, veio um novo sistema económico (neste caso, era mais doutrina), com muitas dúvidas.
Na idade média, por culpa do feudalismo, as riquezas de um individuo eram medidas pelo tamanho de suas terras. Já com o mercantilismo, a produção artesanal e o comércio passaram a movimentar a economia. Veio o colapso ao absolutismo que visava alcançar o máximo possível de desenvolvimento económico por meio do acumulo de riquezas.
Características do mercantilismo
A política económica e financeira praticada pelos monarcas europeus se denominava mercantilismo. Vinculava os interesses económicos do Estado aos da burguesia, e dominou a Europa entre os séculos XV e XVIII. O governo intervinha directamente na economia, por meio de regulamentos, assumindo um carácter nacionalista.
Económicas
Estimulava o crescimento económico nacional, privilegiando os sectores comerciais, manufactureiro e de transportes marítimos, a Inglaterra é considerada a nação pioneira na adopção de medidas mercantilistas.
Já no século XV, surgiram as primeiras medidas proteccionistas no sector têxtil, proibindo a exportação de lã e tributando as importações de tecidos. A preocupação real era garantir a produção interna de tecidos, incentivar as vendas para o exterior e acumular metais preciosos a partir de uma balança comercial favorável.
O mercantilismo espanhol era chamado de metalista (ou balconista). O objectivo era acumular o máximo de prata, obtido por meio da exploração das minas no México e no Peru, respectivamente, bem como a tributação sobre todas as colónias.
Os metais foram transportados para a Espanha e entesourados. Porém, esta política a longo prazo fracassou. Com a descoberta dos metais preciosos na América houve uma grande emigração espanhola, estimulada pela “febre do ouro”, perdendo a metrópole boa parte de sua mão-de-obra economicamente activa. Campos foram abandonados, caiu a produção de alimentos e matéria-prima, e, consequentemente, a produção de manufacturados. A Inglaterra praticou um mercantilismo comercial manufactureiro.
Através do Ato de Navegação, de 1651, derrubou a hegemonia comercial holandesa, determinando que os produtos importados só podiam ser transportados em navios ingleses ou dos próprios países produtores das mercadorias. Como a base do comércio holandês, então, era a intermediação, seu prejuízo foi imediato e profundo. Consolidava-se a hegemonia marítimo comercial britânicas França, a orientação mercantilista foi determinada pelo ministro de Luís XIV, Colbert, cuja essência era produzir artigos manufacturados de luxo, mais caros, portanto mais rentáveis, e destiná-los à exportação. Colbert declarou que para a França ser rica (acumulação de metais preciosos) era preciso que seus vizinhos se tornassem pobres (perda de metais preciosos).
Politicas:
Ø Intervenção e dirigismo estatal;
Ø Taxação alfandegária, para proteger a produção interna;
Ø Desestímulo às importações e estímulo às exportações;
Ø Manutenção da balança comercial favorável (exportação maior que importação).
Absoltismo
Absolutismo define-se o absolutismo como uma organização política que caracterizou os países da Europa durante os séculos da Idade Moderna, na qual o poder estava centralizado nas mãos de um monarca, que recebia sustentação política da nobreza, justificativa e base moral da Igreja Católica e apoiava-se economicamente na burguesia
Contexto histórico
A centralização dos Estados modernos foi feita graças ao apoio da burguesia mercantil. Os monarcas modernos europeus concentraram em sua pessoa grande poder, pois representavam o ideal nacional e corporificavam a própria nação. Desenrolar da Baixa Idade Média, mudanças se sucederam em favor da revitalização comercial e urbana, processo este que comportou igualmente a centralização territorial e política nas mãos dos monarcas. O soberano surgia, então, como aquele que seria capaz de reorganizar as novas relações sociais e económicas, confrontando o caos que caracterizou a Europa Ocidental durante a chamada “Crise Medieval do século XIV”.
O absolutismo foi o apogeu da centralização monárquica na Europa durante a Idade Moderna (séculos XVI a XVIII). Mas era preciso justificar sua origem e suas características. Os teóricos mais importantes do absolutismo foram Maquiavel, Bodin, Hobbes e Bossuet.
Tem como as seguintes características: económicas, políticas e sociais.
Politicas
Ø Existência de um exército permanente, sob seu comando;
Ø Criação de uma extensa burocracia para administrar o reino;
Ø Direito de decretar leis fundamentais ao Estado e ao rei;
Ø Aplicação da justiça em todo o reino, em nome do rei;
Ø Centralização do poder político.
Económicas
Ø Emissão de uma moeda nacional;
Ø Ampliação da arrecadação de impostos, para cobrir os gastos do Estado;
Ø Proteccionismo e intervenção estatal;
Ø Domínio sobre as terras coloniais, consideradas património real.
Sociais
Ø Testamental (ordens);
Ø b) 1°e 2°Estado: Clero e Nobreza (isenção de impostos).
Balança favorável na economia
Balança Comercial é um termo económico que define a diferença entre as exportações e importações de um país. Abrange todos os produtos, bens e serviços, vendidos e comprados. Durante o mercantilismo, cada país da Europa adoptou um sistema de balança comercial favorável para a sua própria nação onde incentivavam exportações e repeliam as importações. Cobravam altos impostos nas importações e cobravam muito pouco nas exportações.
O papel do Estado na Economia
O Estado na era mercantilista, assumiu um papel preponderante na economia ao fortalecer e regulamentar a estrutura financeira do reino, possibilitando assim a constituição de exércitos e marinhas.
Pontos de intercepção entre mercantilismo e absolutismo
Na idade moderna (1453-1789), o absolutismo estava no plano político, e o mercantilismo no plano económico. O Mercantilismo e o Absolutismo andaram sempre juntos. Enquanto o absolutismo caracterizava-se pela concentração de toda a autoridade política na pessoa do monarca, o mercantilismo caracterizava-se pela intervenção do Estado na economia na qual ambos impulsionaram a formação do Estado Moderno na Europa centro-oriental nos últimos séculos da Idade.
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