De acordo com CUNHA e CINTRA (1999:1-8), a língua é um sistema gramatical pertencente a um grupo social, sendo expressão da consciência da colectividade e um meio que ela concebe o mundo. Não é imutável e apresenta variações internas a considerar, que podem ser mais ou menos profundas. Algumas destas variações podem ser descritas, como a seguir se constata.
Ø Variações diatópicas são as modificações da língua relacionadas com os falares locais, regionais e internacionais; são as diferenças motivadas pelas regiões ou locais geográficos e as interferências das línguas locais, através das quais distinguimos que um falante é nyanja, yao ou mmakhuwa, do Português, ao nível da Província do Niassa; ou falante norte, centro ou sul, do Português, ao nível de Moçambique; ou falante moçambicano, angolano, brasileiro ou europeu, do Português, ao nível internacional.
Ø Variações diastráticas são as alterações de língua relacionadas com os níveis de domínio da língua, o que permite a distinção do falar académico e do não académico.
Ø Variações diafásicas são as diferenças do falar de uma língua, condicionadas pelo nível de utilização da língua. Geralmente, há distinção entre a linguagem falada e a linguagem escrita, as linguagens literárias e as especiais.
Assim, a noção do CORRECTO está dependente de “aquilo que é exigido pela comunidade linguística”. É preciso falar como “a comunidade espera” e “erro” é aquilo que é desvio da norma
Estruturas de reprodução dos discursos interaccionais
É preciso considerar os três moldes linguísticos de que um emissor/relator dispõe para dar a conhecer as informações ou pensamentos de outros intervenientes e relacioná-los com alguns aspectos do funcionamento da língua. CUNHA e CINTRA (1999:629-660) propõe-nos os tipos de discurso relatado:
. Discurso directo
. Discurso indirecto
. Discurso indirecto livre
O Discurso Indirecto mantém a estreita relação com as frases subordinadas completivas, na medida em que a subordinante pertence ao discurso do relator e a subordinada, ao pronunciamento dos interlocutores, introduzido por um conector discursivo frásico.
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